
O Conjunto Nacional gera, todos os dias, 4 toneladas de resíduos. Se resolvesse depositar os detritos em plena via pública, construiria uma pirâmide de sacos plásticos com aproximadamente 4 metros de base e 2,5 metros de altura, diariamente.

Aproximadamente 14 m3 de lixo, diários.
Para evitar essa verdadeira agressão ambiental, desde 1984, o Conjunto Nacional assumiu integralmente a responsabilidade pelo destino do seu lixo. Há 17 anos, criou o programa permanente de coleta seletiva como exemplo de um trabalho bem sucedido de reciclagem de resíduos. Uma enorme responsabilidade social que começou numa época em que esses termos eram poucos utilizados e conhecidos.
A cada mês, cerca de 17 toneladas de papel, plástico, vidro e alumínio são reciclados (17% do volume coletado). O programa se tornou um posto de entrega voluntária para vários edifícios localizados na região, e é modelo na cidade de São Paulo.
Todos os resíduos produzidos no edifício são diariamente recolhidos pelos coletores da Cooperaacs (Cooperativa de Arte Alternativa e Coleta Seletiva) diretamente nos andares dos edifícios, nas lojas do centro comercial e nos recipientes espalhados em vários pontos da galeria. O edifício instalou também 26 lixeiras nas calçadas que o circundam.
Princípio adotado
Se a separação dos resíduos não acontecer na fonte geradora, os recicláveis misturados ao lixo são encaminhados, por meio de caçambas compactadoras, para os aterros sanitários. Isso porque o edifício eliminou a triagem para separação dos resíduos para evitar qualquer contato manual dos coletores com os mesmos, preservando a sua qualidade de vida.
O maior benefício da separação na origem está na valorização das pessoas que lidam com o lixo, poupando-as de serviços desagradáveis e de riscos – ferimentos com vidros e materiais ambulatoriais infectados. O êxito da iniciativa depende, portanto, da participação de todos.
Central de coleta
Todos os resíduos são encaminhados para a central de coleta, localizada no 2º subsolo. Os recicláveis são armazenados em baias separadas. O lixo ambulatorial e as lâmpadas fluorescentes são acondicionados separadamente, em recipientes fechados. O papelão, plástico e alumínio são compactados por uma prensa e embalado em fardos. A caçamba compactadora, que comporta 1,8 mil quilos, é responsável pelo lixo orgânico (não reciclável). É a substituição do lixo caótico e volumoso pelo organizado e compacto.
O edifício dispõe de uma máquina fragmentadora de papéis. Se o estabelecimento tiver documentos com informações confidenciais, um funcionário do local interessado poderá acompanhar, no 2º subsolo, a destruição dos mesmos.
Todo o lixo e o reciclável são pesados na central de coleta, e retirados por empresas contratadas. Os caminhões têm acesso direto ao local: tudo foi planejado para assegurar funcionalidade e limpeza permanente, evitando até sujeira nas calçadas.
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