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Na galeria, o cenógrafo Silvio Galvão criou um projeto nos moldes do ‘Presépio Napolitano’, e apresentou o ‘Presépio Brasiliano’, recriando a miniatura de uma cidade brasileira em época de festas natalinas. A fachada do edifício foi revestida com 15 mil bolas decorativas, feitas a partir de 160 mil garrafas pet, e confeccionadas à mão por cerca de 100 artesãos.
A produção da decoração da fachada foi dividida em duas frentes: uma equipe de arrecadação e tratamento do material, e outra de confecção de adereços. Na oficina central, montada na sede da Cooperaacs, 20 pessoas trabalharam a todo vapor. Um grupo comprou e retirou diariamente as garrafas em 10 cooperativas escolhidas previamente e, constantemente, buscou as doações entregues nos seis postos de coleta da capital (Condomínio Conjunto Nacional, Estapar, Estação Sabesp e três edifícios do CDHU - Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo). Outro grupo permaneceu na sede para lavar, cortar e separar as pets por tamanho (250ml, 600ml e 2 litros).
A Cooperaacs repassou parte dos serviços de confecção para quatro cooperativas que trabalharam cerca de um mês na produção dos adereços. Em cada oficina, um coordenador da Cooperaacs ensinou e acompanhou diariamente o trabalho de produção. Cada pessoa recebeu R$1,50 por bola produzida. Em média, cada artesão produziu entre 30 e 40 bolas por dia.
A equipe de artesãos das cooperativas realizou a confecção das bolas com afinco. “Todos eles estavam sintonizados com a proposta do projeto, que é aliar quantidade e qualidade de forma a obter o melhor resultado possível”, explica Ione Souza, coordenadora da oficina Nova Esperança.
Os participantes das oficinas ficaram bem entusiasmados. “O trabalho é ótimo porque tiro a garrafa do meio ambiente e dou outra utilidade para ela. Nunca imaginei que poderíamos criar enfeites tão bonitos com pet. Com este trabalho, me tornei uma artesã”, disse Sirleide Higino.



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