Para a produção do Natal Nacional de 2005, o cenógrafo Silvio Galvão buscou sua inspiração na grandiosidade do estilo barroco do Presépio Napolitano de São Paulo, por ele restaurado em 1999.
As esculturas concebidas pelo artista são uma releitura das figuras principais do Presépio Napolitano: a Sagrada Família e os três Reis Magos, representativos de um período em que a cidade de Nápoles era governada por reis espanhóis, em especial do reinado de Carlos III de Bourbon (1734 1749), católico fervoroso, que decidiu introduzir a paixão pelo presépio no palácio real, chamando os maiores escultores napolitanos da época para a confecção das figuras.
Seguindo o exemplo, as famílias abastadas também começaram a montar o presépio em suas casas. Foi quando surgiu a profissão dos “figurinai” napolitanos. Era uma época em que a nobreza ostentava o luxo e a beleza das vestimentas orientais, quando predominavam tecidos finos, principalmente linho e seda, muito ouro, pérolas e pedras preciosas, e todos esses ornamentos foram incorporados às figuras do presépio.
O grande desafio da equipe da Cooperaacs foi reproduzir, com material reciclado e reutilizável, a riqueza dos mantos e adornos dessas figuras. A cooperativa também produziu os “tesouros” depositados em frente ao presépio, e as duas velas natalinas de 7 metros de altura, instaladas na calçada da Avenida Paulista.
Dez mil garrafas pet foram transformadas em flores e folhas para a fabricação de 48 mosaicos, que revestem as duas velas.


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