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Até 1984, a movimentação do lixo era um grande problema porque todos os resíduos gerados eram amontoados no subsolo, onde os antigos zeladores mandavam o pessoal da limpeza separar papel, papelão, vidros, latas e outros objetos, que depois eles vendiam. Os zeladores alegavam que, por uma questão de economia, era melhor trazer o catador que levava o lixo do que pagar pela sua retirada. A partir disso, o edifício começou a pagar para retirar. Inicialmente houve a contratação de dois containers, que ficavam no segundo subsolo, para onde eram conduzidos todos os resíduos coletados internamente.

Depois de quatro anos, com as obras de recuperação do Conjunto Nacional já em andamento, houve uma maior comercialização das áreas, o que resultou no aumento substancial da quantidade de lixo a ser retirada diariamente, quando dos iniciais dois containers o prédio chegou a dezessete, que à noite eram levados para a calçada da Rua Padre João Manuel, onde os caminhões que haviam sido contratados faziam o recolhimento.

Evidentemente, essa operação acabou criando sérios problemas devido às próprias características do edifício, pois os elevadores dos prédios comerciais não descem até o segundo subsolo. Assim, todo final de tarde, os carrinhos de coleta interna eram transportados até o térreo e depois levados pela galeria comercial até os elevadores que servem o terraço e as garagens, o que provocava longa fila em frente dos elevadores. À noite, as coisas pioravam ainda mais: a partir das 22 horas, um imenso comboio de lixo se deslocava pela galeria em direção à calçada, criando uma situação nada agradável para quem circulava pelo edifício e para o público dos cinemas e restaurantes.

Tornava-se necessário racionalizar a gestão de resíduos, e a primeira iniciativa foi contratar uma empresa que se dispusesse a retirá-los diretamente no segundo subsolo, evitando assim o “passeio” tão desagradável dos containers pela galeria.

Ao mesmo tempo, era visível a quantidade de recicláveis que fazia parte do lixo retirado diariamente. Foi assim que, a partir de 1990, quando pouco se falava em coleta seletiva, o condomínio começou a pensar nessa solução, procurando em princípio atingir dois grandes objetivos: diminuir a quantidade de lixo a ser retirado todos os dias e atender às condições de qualidade de vida, higiene e segurança, tanto para os funcionários da área de limpeza, quanto para os condôminos. 
 
Em 1991, designou-se uma pessoa exclusivamente para realizar a tarefa de pesquisar, estudar e implantar um programa de coleta seletiva no Conjunto Nacional. Nesse ponto, foi de grande importância a contratação de Antônio Carlos de Carvalho, que levantou todas as possibilidades do projeto a partir de pesquisas pessoais e observação de casos. Havia a certeza de que a qualidade da ação dependeria da valorização dos menos privilegiados dentro da escala profissional: os funcionários da área de limpeza.

Depois de muito trabalho conjunto entre a administração, o público interno e os funcionários da limpeza, em Assembleia Geral Ordinária no dia 10 de março de 1992 foi aprovado e oficializado pelos condôminos o Programa Permanente de Coleta Seletiva. No início, algumas parcerias com os condôminos ajudaram muito, em especial com o Unibanco, através do projeto Unibanco Ecologia, que contribuiu com uma política correta de meio ambiente, acrescida de uma visão especial de valorização e respeito pelas atividades das pessoas que lidam com o lixo. A campanha foi um sucesso e, em 1994, o Unibanco Ecologia e o Conjunto Nacional ganharam o prêmio ‘Top de Ecologia’ da ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil), sendo considerado um programa pioneiro em edifícios.